Cinco Motivos pelos quais as Avaliações de Arquitetura São Cruciais para os Projetos de Software

Uma avaliação rigorosa de uma Arquitetura ou de um sistema de “software” a desenvolver ajuda-nos a perceber se a equipa está no caminho certo para apreender a visão do cliente e as soluções propostas pela empresa, numa perspetiva evolutiva.

Existem cinco grandes motivos pelos quais as corporações deveriam promover avaliações de Arquitetura nos seus sistemas de “software”, que abaixo enumeramos:

  • Reforçar a visão de negócios e o objetivo da Arquitetura: Muitas vezes, as Arquiteturas criadas baseiam-se nas últimas tendências e não tanto nos requisitos não-funcionais das aplicações, sendo importante garantir que não se criem desvios aos objetivos inicialmente delineados. Durante a fase de avaliação, o arquiteto revê a Arquitetura prescrita e decide se possui o necessário equilíbrio para sustentar os requisitos do negócio, o seu crescimento e corresponder à visão do cliente.
  • Aferir o atual estado da Arquitetura: Este é um dos objetivos principais de uma avaliação de Arquitetura, podendo ocorrer em diferentes momentos do ciclo do projeto. Idealmente, dar-se-ia antes de se iniciar o “design” ou antes do desenvolvimento. 80% das vezes, a Arquitetura de desenvolvimento mostra mais de 50% de desvios, quando comparada com a proposta feita, o que se deve à falta de requisitos bem definidos, a falhas de compreensão ou de visão a longo prazo, quando se trabalha na fase de definição.
  • Identificar riscos desconhecidos e resolver problemas identificados: Esta é uma das principais razões que levam à solicitação de uma avaliação. No entanto, quando realizada nesta fase, acaba por trazer soluções rápidas a curto prazo. As soluções mais consistentes acarretam normalmente custos elevados de implementação.
  • Definir o mapa estratégico a longo termo: Esta fase não seria necessária se a Arquitetura implementada não se desviasse do projeto, pois presume-se que seja criada logo à partida uma Arquitetura com uma visão a longo termo, que corresponda aos objetivos de negócios.
  • Compreender o ROI (“Return of Investment”): No final da avaliação da Arquitetura, é extremamente importante obter o valor para os ganhos ou o ROI tangível que o cliente recebeu da Arquitetura prescrita, sobretudo se a avaliação é desenvolvida no pós-desenvolvimento ou na pós-produção.